DOCENTES REJEITAM PROPOSTA DO GOVERNO E SEGUEM EM GREVE

Em assembleia realizada na tarde desta terça (21), os docentes da UFSJ rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governo federal, no dia 15 de maio. Assim, fica mantida a greve por tempo indeterminado. 

“A categoria rechaçou a proposta que reafirma parte do que já havia sido apresentado no dia 19 de abril e um dos pontos principais é o reajuste zero para 2024”, afirma a 1ª secretária da Seção Sindical de Docentes da UFSJ (ADUFSJ), Tatiane Godoy. 

Segundo ela, os docentes também estão preocupados com a recomposição do orçamento da universidade, já que foi apresentada uma suplementação, ainda insuficiente, para as demandas apresentadas. 

O aporte é de R$ 347 milhões, mas o Sindicato Nacional dos Docentes (ANDES) calcula que o necessário para corrigir as perdas inflacionárias desde 2016 seria uma recomposição de R$ 2,5 bilhões. 

Votação

Os docentes rejeitaram a proposta do governo por maioria, com apenas um voto contrário e uma abstenção. A 1ª secretária da ADUFSJ disse que, agora, a categoria aguarda a rodada de assembleias que ocorrerá esta semana, nas universidades de todo o país, para que, na próxima segunda (27/5), seja entregue ao governo o resultado da consulta. 


Fundo de greve

A assembleia docente desta terça também aprovou a instituição de um fundo de greve, por maioria de votos. A contribuição única será de 0,5% do salário bruto de cada sindicalizado, a ser debitada no mês de junho.

 

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