DOCENTES DA UFSJ VOLTAM A DISCUTIR CONSTRUÇÃO DA GREVE NACIONAL UNIFICADA DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO DIA 20/4

Os docentes da ADUFSJ - Seção Sindical se reuniram em assembleia no final da tarde desta terça (12). Foram debatidos diversos pontos do atual cenário de mobilização dos servidores públicos nacionais. 

Ainda nos informes da assembleia, foram repassadas à base sindical os principais pontos de discussão e a percepção dos docentes que estiveram presentes tanto no 40º Congresso do ANDES-Sindicato Nacional quanto no ato Ocupa Brasília, realizados em Porto Alegre e na capital federal, respectivamente. 

Os docentes também tiveram contato com a atual realidade de outras categorias em mobilização. Denilson Carvalho, do comando de greve do Sinds-UFSJ, falou sobre a situação do sindicato dos técnicos, que estão em greve no momento, e suas percepções do movimento e da receptividade dos estudantes e da comunidade externa ao movimento grevista. 

Outro informe importante foi referente a uma vitória dos professores da rede estadual de ensino. No início da tarde desta terça-feira (12), a Assembleia Legislativa de Minas derrubou o veto do governador Romeu Zema (Novo) a um reajuste salarial ampliado para servidores da Educação, Saúde, e Segurança Pública. Com isso, os professores da rede estadual suspenderam a greve na qual se encontravam e retornarão às atividades na próxima segunda (18). 

Censura da UFSJ?

Finalizando os informes, a diretoria da ADUFSJ - Seção Sindical apresentou aos docentes sua indignação quanto ao comportamento da reitoria da UFSJ no que diz respeito à fixação de faixas e cartazes nos espaços da universidade. 

Alegando a presença de “conteúdo político-partidário” a reitoria retirou uma faixa da sede do Sinds-UFSJ com o questionamento:  “Quanto custou eleger Bolsonaro?”. Além disso, em um gesto entendido pela Seção Sindical como censura prévia, solicitou que a ADUFSJ enviasse o conteúdo das faixas que desejar fixar nos campi para avaliação prévia da gestão superior. 

Mobilização garantida 

Os docentes apresentaram visões diferentes na discussão sobre a manutenção da construção da greve nacional unificada de servidoras/es públicas/os federais. Alguns deles defenderem que a greve é a única forma concreta de pressionar o Governo Federal e justificaram que ela contaria com apoio dos discentes e da sociedade em geral, que também estão passando por dificuldades causadas ou potencializadas pelo Governo Bolsonaro. Outros questionaram se este seria o momento ideal para greve, considerando os dois anos que a universidade passou sem atividades presenciais. 

O único ponto defendido em consenso pelo corpo docente é o de que não é necessário ter greve para que se tenha mobilização. No entanto, com o teto da assembleia tendo sido ultrapassado, as deliberações da manutenção da construção da greve nacional unificada de servidoras/es públicas/os federais, da construção de uma semana de lutas do setor das IFES, com paralisação no dia 28 de abril, e do calendário de mobilização foram adiadas para a próxima assembleia. 

Os docentes se reúnem novamente em assembleia virtual na próxima quarta (20) em horário ainda a definir.

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